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Sandra Montez
Contadora de histórias. Padeira de fermentação natural. Apaixonada por Lisboa e pela sua história judaica.
Nasci e cresci em Lisboa, e desde sempre gostei de estar ao ar livre e de falar vários idiomas — talvez por isso tenha escolhido ser Guia Intérprete, como profissão. Vivi em Espanha e depois na Alemanha para aperfeiçoar o Espanhol e o Alemão; não há nada como aprender uma língua no sítio onde ela se fala.
Há quase 30 anos que exerço a profissão de Guia Intérprete, em Portugal, e já fui Correio de Turismo (Tour Manager) pelo mundo — com grupos, por vezes, desafiantes. Nos últimos anos dediquei-me sobretudo à História e ao Património Judaico: sou coordenadora das visitas guiadas na Sinagoga Shaarey Tikvah, em Lisboa, continuo a estudar hebraico e história sefardita, um interesse que surgiu naturalmente e nunca mais me largou.
Quando a pandemia parou o turismo, não fiquei parada. Fiz um workshop online de fermentação natural, e dez dias depois já estava a cozer pão em casa — como metade do mundo, na altura. Mas levei a coisa mais longe do que a maioria: acabei por fundar uma pequena padaria artesanal de fermentação natural. Hoje, a padaria não existe mais fisicamente, mas continua no coração.
Não sou de tecnologias — sou de contar histórias, de partilhar a incrível história da presença Judaica em Portugal e de fazer pão, bom pão. E talvez seja exatamente por isso que escrevo aqui de vez em quando: para trazer um olhar de fora sobre a inteligência artificial, vindo de alguém que passa a vida a partilhar o seu saber e a sua paixão pelas histórias e pela História.
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